segunda-feira, 30 de novembro de 2015

5º Seminário Arquidiocesano da Pastoral da Pessoa com Deficiência

02 de dezembro – 14h
Rua Benjamin Constant – 23 – 2º andar – Metrô Glória
Convidados: toda pessoa com alguma deficiência, seus familiares e amigos!

Programação

14:00 – Acolhimento/Crachás
14:15 – Abertura e apresentação dos presentes
14:30 – 1ª reflexão: “Como é bom conviver com os irmãos” (Nice Freitas Seabra de Mello e Terezinha Lúcia da Silva – membros do Movimento Ecumênico Fraternidade Cristã da PCD)
15:15 – Testemunhos de vida – Partilha das vivências dos presentes
15:40 – 2ª reflexão: “Desafios de viver diferente nas metrópoles – conversão de ideias e de atitudes”: Dra. Déborah Prates – advogada (cega), membro da IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros) e autora do livro “Acessibilidade Atitudinal em 2015”.
16:30 – Discussão dos presentes e propostas concretas
17:00 – Celebração Eucarística – Pe. Vicente Freitas da Silva
18:00 – Ceia de Natal (Lanche partilhado)
19:25 – Despedida e encerramento

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Meu corpo, minhas regras! Será?

Padre Antônio José Afonso da Costa
Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos

Você deve ter ouvido muitas vezes ao longo das últimas semanas que “se sou dono do meu corpo, faço com ele o que quiser; meu corpo, minhas regras!”. Mais ainda, esse “evangelho” da liberdade tem sido apresentado como algo tão óbvio, tão “natural”, que, se não é capaz de abraçá-lo imediatamente, há um diagnóstico: você é doente de preconceito!
Mas, pensando bem, qual é a lógica que está por trás desse tipo de afirmação? Até onde ela pode nos levar? É preciso colocar um ponto de interrogação nas frases que ouvimos serem ditas de forma tão contundente, para percebermos um tipo de raciocínio que Bento XVI denunciou como “ditadura do relativismo”. Afinal, será mesmo que “meu corpo, minhas regras”?
Em primeiro lugar, é preciso questionar até que ponto podemos transformar nosso corpo num objeto de uso ou de caprichos, como se ele não se identificasse conosco. Quando afirmo “meu corpo, minhas regras”, estou assumindo que minhas ideias, ou melhor, minhas vontades, podem transformar meu corpo de tal maneira, que ele se torna apenas a expressão de minha ‘onipotência’. O problema é que meu corpo não é apenas objeto de minhas escolhas; ele também me impõe limites, me identifica como pessoa, me situa num tempo e espaço determinados. Ou seja, não sou tanto eu que imponho regras ao meu corpo, como se ele fosse algo que tenho nas mãos (estranho isso, não?!), mas é ele que me dá um ponto de partida e me faz lembrar que não sou onipotente, alguém independente de limites. É interessante que, se usássemos até o fim a lógica do “meu corpo, minhas regras”, isso nos levaria a absurdos. Um exemplo? Quando nos machucamos ou sentimos dor, não nos passa pela cabeça dizer: “meu corpo está doente”. Dizemos simplesmente: “eu estou doente”. Identificamos a doença ou a dor com algo que coloca limites não simplesmente ao nosso corpo, como se ele fosse um pedaço de nós, do qual podemos prescindir, mas a nós por inteiro. Na lógica do onipotente: “meu corpo, minhas regras”, o mais acertado seria dizer: “meu corpo está doente”. Continuar nesse raciocínio, contudo, seria mais difícil. Afinal, alguém poderia dizer: “ora, então dê um jeito nele e pronto!”.
Além disso, é preciso lembrar que o corpo é o “lugar” onde nos encontramos uns com os outros. Nossa convivência social se dá justamente através de nossa corporalidade. O direito, que garante a justa convivência entre as pessoas, se baseia sobre a “materialidade dos fatos”, ou seja, sobre nossa corporalidade. Isso significa que, para que haja justiça, deve haver regras comuns a todos, capazes de ser compreendidas e vividas por todos, a fim de que a convivência em sociedade seja possível. Regras são sempre algo capaz de ser compartilhado por muitas pessoas. É assim num jogo de futebol, por exemplo. Se alguém resolve fazer um gol com a mão, não poderá dizer simplesmente: “minha bola, minhas regras!”.  Nesse caso, não temos regras, mas apenas procedimentos individuais, caprichos ou qualquer outra coisa do gênero. Ora, sugerir que regras são apenas a expressão da vontade daqueles que as definem é o primeiro passo numa de duas direções: ou do individualismo absoluto ou do autoritarismo do legislador, que pode ser, por exemplo, um Estado forte.
Bento XVI certa vez afirmou que vivemos num tempo em que a Igreja deve ajudar a humanidade não somente a crer, mas também a pensar. Caso contrário, corremos o risco de inviabilizar a convivência pacífica entre pessoas e povos em nome de um relativismo exacerbado e eivado de individualismo. O Papa Francisco, num discurso ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, lembrou que “sem a verdade, não há verdadeira paz. Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e somente os direitos próprios, sem se importar ao mesmo tempo do bem dos outros, do bem de todos, a começar da natureza comum a todos os seres humanos nesta terra”. O problema da lógica do “meu corpo, minhas regras”, é que ela inviabiliza o diálogo e, para combater um preconceito, gera uma infinidade de outros. É preciso pensar um pouco mais.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, pág. 14

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Arquidiocese agora tem pastoral dedicada aos cegos

A Arquidiocese do Rio de Janeiro conta agora com a Pastoral do Cego, fundada no dia 19 de setembro com missa celebrada pelo frei César dos Santos. A celebração aconteceu em uma das sedes da Congregação de Nossa Senhora da Glória (Sodalício da Sacra Família), que acolhe mulheres cegas.
A nova pastoral completa as quatro áreas da deficiência que a Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese do Rio (Pasped) pretende atender. As outras três já tinham representação dentro da Pasped, com a Pastoral do Surdo, o Movimento Ecumênico Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência, para cadeirantes, muletantes e outros, e o Movimento Fé e Luz, que acolhe pessoas com deficiência intelectual.
“Ainda não tínhamos atendido as quatro áreas da deficiência, que são a visual, a física, a intelectual e a surdez. Faltava um trabalho mais sistemático com relação aos cegos, embora eles já estejam incluídos em nossos trabalhos. Faltava uma coordenação, um local para que pudessem se encontrar e algumas ações e atividades específicas voltadas para a realidade do cego”, explicou o assessor nacional da Pasped e coordenador arquidiocesano Cesar Bacchim.
Segundo ele, a Campanha da Fraternidade de 2006, cujo tema foi “Fraternidade e Pessoa com Deficiência”, ajudou a despertar a Igreja para a realidade dessas pessoas e indicou caminhos para novas possibilidades de atendimento pastoral inclusivo.

Deficiência visual
A deficiência visual é determinada pela perda total ou parcial da visão, e afeta mais de mais de 6,5 milhões de pessoas em todo o Brasil, o correspondente a 3,5% da população nacional. Desse número, a maioria é de pessoas com baixa visão. Desde 1961, o Brasil tem um dia dedicado a essas pessoas, para se pensar propostas e soluções que facilitem a vida deles e façam com que tenham acessibilidade: 13 de dezembro. Mas ainda assim eles enfrentam muitas dificuldades.
“A Igreja é uma Igreja aberta e inclusiva. Mas não podemos permitir que essa expressão seja vaga. Precisamos de uma Igreja que de fato inclua, especialmente as pessoas com deficiência. Para o caso dos cegos, que escutam, temos um projeto de trazer para as pessoas da pastoral a Bíblia falada, para que possam ouvir a palavra de Deus através do próprio celular”, contou Bacchim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Catequese Especial em Nova Friburgo

            Aconteceu no dia 7 de outubro o 1º Congresso Diocesano da Pastoral Familiar em Nova Friburgo, do qual a Catequese Especial da Arquidiocese do Rio de Janeiro participou, e divulgou este segmento em mais uma diocese de nosso estado.
           

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Encontro de catequistas da Diocese de Campos

Aconteceu dia 23/08, em Italva, e recebeu cerca de 800 catequistas, com o tema “Entender a diversidade para incluir de verdade”.
A Catequese Especial da Arquidiocese do Rio de Janeiro sendo cada vez mais divulgada.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Cego e autista, a sua voz se eleva para a glória de Deus

Acolhido por uma família que o soube amar com toda a sua deficiência, Christopher Duffley é hoje um prodígio do canto, com o qual compartilha "a visão de Deus".

Uma linda canção para a glória de Deus, produzida pelas cordas vocais de uma criança que, recém-nascida, parecia destinada inexoravelmente para as margens da sociedade. Trata-se de Christopher Duffley, hoje com 14 anos, cego de nascença e autista, mas com um grandíssimo dom que coloca a serviço do próximo a fim de "compartilhar a visão de Deus".
A sua história deu a volta nos Estados Unidos e comoveu pessoas de todas as classes, crentes e não crentes, ao mesmo tempo em que a sua voz penetrou os corações dos especialistas de música e dos simples fãs. Nascido prematuro, com apenas 26 semanas, pesava menos de dois quilos. Abandonado por seus pais, que resultaram positivos nos testes de oxicodona e cocaína, foi atendido primeiro em um hospital de New Hampshire, na Inglaterra, e sucessivamente, com 14 semanas após o nascimento, foi adotado por uma família que soube dar-lhe amor e valorizar os seus talentos.
É assim que o pequeno Christopher, apesar das deficiências físicas e mentais, foi capaz aprofundar no canto obtendo excelentes resultados. Não foi fácil saber descobrir dentro de si algo maravilhoso para dar aos outros. Tinha dois anos de idade quando foi diagnosticado com autismo. Durante muito tempo, o pequeno não nem sequer falava, mas graças à família adotiva (já numerosa antes da sua chegada) venceu aquelas resistências que impediam a sua maravilhosa voz de irradiar. Os pais, acompanhados pelos educadores, intuíram, compreenderam e tiveram cuidado pela atitude da criança pela música.
Não só com a voz, Christopher provou ser capaz de emocionar até mesmo tocando piano, o trompete, a guitarra e a bateria. Começou a apresentar-se na escola primária que frequentava em Manchester, e depois levou o seu talento para a igreja local, desde sempre uma segunda casa para sua família. Aquele lugar sagrado foi para ele um trampolim. Hoje conta com cerca de 150 apresentações, muitas delas no âmbito religioso, e em 2013 foi publicado o seu primeiro álbum, intitulado Eyes of my heart (Olhos do meu coração). Também tem presença no Youtube com um canal pessoal e na plataforma religiosa Godtube.
Nas letras de suas canções há constantes referências à Bíblia e à fé cristã, especialmente ao amor que Deus derrama sobre os homens. O sentimento religioso, além do mais, está presente de forma muito eficaz dentro da sua família. A tia Christine, por ocasião dos dez anos da adopção de Christopher, confiou à Internet uma comovente carta em que fala da decisão de acolhê-lo com estas palavras: "Jesus não estava brincando quando disse a seus discípulos: ‘Quem recebe um destes pequeninos em meu nome, recebe a mim’ (Mt 18, 5)"
A música é a sua principal paixão, mas não impede que Christopher se dedique também a outras coisas. É, de fato, ativo no trabalho voluntário, onde transmite aos menos favorecidos aquele amor que o cerca na família. Um irmão seu, por ocasião do aniversário deste músico prodígio, em 2013, escreveu que Christopher é um dom "de vida, de amizade, de sacrifício e de amor incondicional" que Deus quis oferecer a ele e à sua família. No mesmo sentido a sua tia Christine admite: "Ele nos ensina a não olhar para tudo com nossos próprios olhos, mas a ver as coisas como Deus as vê, através do seu coração."

Neste vídeo, Christopher Duffley se apresenta na Igreja St. Mary, em Manchester, no canto de "Ave Maria", de Johann Sebastian Bach

Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/cego-e-autista-a-sua-voz-se-eleva-para-a-gloria-de-deus

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Jornada da Catequese Especial

Dia 04/07, de 8h30 às 13h
Local: Paróquia Cristo Rei (Rua Oliveira Figueiredo, 78 – Vaz Lobo)
Palestrante: Bárbara Fonte
Tema: Ano da Esperança


Lanche Partilhado!
Participe!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Papa encontra Atletas Especiais

Parte da delegação italiana que se prepara para participar dos Jogos Mundiais “Special Olimpics” em Los Angeles, em julho, foi recebida pelo Papa na manhã desta sexta-feira (19/06), no Vaticano.
Francisco destacou a confiança do mundo esportivo na Igreja que, juntos, podem “restituir ao esporte o seu verdadeiro sentido: educativo, lúdico, recreativo e também a sua dignidade cultural e social”. E fez um pedido a atletas e dirigentes:
“Por favor, permaneçam fieis a este ideal do esporte. Não se deixem ‘contagiar’ pela falsa cultura esportiva, aquela do sucesso econômico, da vitória a qualquer custo, do individualismo. É preciso, ao contrário, cuidar e defender o esporte como experiência humana, de competição, sim, mas na lealdade e na solidariedade”.

Olimpíadas Especiais
Com 7 mil atletas e 3 mil treinadores representando 177 países, juntamente com 30 mil voluntários Jogos Mundiais “Special Olympics” serão realizados em Los Angeles entre 25 julho e 2 agosto deste ano. A “Special Olympics” é um movimento global sem fins econômicos, que por meio de treinamento esportivo e competições de qualidade, melhora a vida de pessoas com diferentes capacidades intelectuais e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que a cercam. Os primeiros jogos aconteceram em 1968, em Chicago.
Neste contexto, Francisco convidou todos os atletas a entrarem em campo para “apreciar a vida com todos os seus limites e sobretudo nos momentos mais felizes”.
“O esporte é uma estrada muito coerente para esta descoberta, para abrir-se, para sair dos próprios isolamentos e colocar-se em jogo. Assim se aprende a participar, a superar-se, a suar juntos”, incentivou o Papa.

Brasil
A delegação brasileira para os Jogos Mundiais terá 39 atletas que vão competir em nove modalidades nas disputas olímpicas em Los Angeles entre 25 de julho e 02 de agosto.

Fonte: http://www.pastoraldoesporterio.org.br/noticias/papa-francisco-encontra-atletas-dos-jogos-olimpicos-especiais/

terça-feira, 24 de março de 2015

1º Retiro Arquidiocesano para Catequistas da Catequese Especial

Dia: 28/03/2015
Horário: 8h30 às 12h30
Local: Paróquia Cristo Rei (Rua Oliveira Figueiredo, 78 – Vaz Lobo)

Participe!

Lanche partilhado!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Oficina: Catequese Inclusiva

Catequista, esta oficina apresenta propostas de inclusão dos catequizandos com deficiência nos grupos paroquiais. A ideia é que eles se superem e sejam membros atuantes na comunidade. Paulinas ajuda você a se tornar um catequista inclusivo, nos passos de Jesus, assumindo atitudes de ir aos encontros e favorecendo para que se tenha uma Igreja, cada dia mais, inclusiva.

Assessoria: Thaís Rufatto, pedagoga, psicopedagoga e consultora em educação inclusiva. Coordena a Pastoral da Pessoa com Deficiência, na Diocese de Santo Amaro – SP e presta assessoria catequética inclusiva nas paróquias. Autora do livro Catequese inclusiva – da acolhida na comunidade à vivência da fé – Paulinas Editora.

Gratuito!

Local: Paulinas Livraria
Rua 7 de Setembro, 81 A – Centro – Rio de Janeiro-RJ

Informações e inscrições: (21) 2232-5486 – rjpromov@paulinas.com.br

Venha participar! 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O encontro 'virtual' do Papa com estudantes do mundo

Nesta quinta-feira, 05, o Papa Francisco se conecta ao vivo para compartilhar experiências com estudantes com deficiências intelectuais ou físicas de países como o Brasil, Estados Unidos, Espanha e Índia.
Quase seis meses depois do primeiro encontro virtual de Francisco com jovens participantes das Scholas Ocurrentes, o Papa volta a conversar através de um aplicativo de troca de mensagens, e o encontro poderá ser acompanhado por pessoas de todo o mundo através do YouTube.
Desde segunda-feira, 02, a associação ‘Scholas Ocurrentes’ está reunida no Vaticano no seu IV Congresso Mundial, com o tema "Responsabilidade social-educativa. Uma responsabilidade de todos". A ‘Scholas’ é uma rede internacional que une estudantes de todo o mundo ao redor de um programa educativo baseado na arte, no esporte e na tecnologia, e foi criada pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio.
A associação lançou em setembro de 2014 uma plataforma colaborativa, a "scholas.social", que vai ser uma ferramenta para que as escolas e instituições educacionais associadas "analisem juntas os problemas e busquem soluções concretas".
No ‘encontro’ da tarde de quinta-feira, encerrando o Congresso, o Papa terá uma ‘conversa virtual’ com cinco jovens estudantes com deficiências de diferentes continentes, na qual compartilharão experiências e problemas nos âmbitos educacional e social.
Como informam os organizadores da iniciativa, “não haverá roteiro nem limite para a conversa. Todos falam e o Papa responde. Isso tem valor e potencial muito fortes. O desafio é criar pontes que integrem todas as religiões e aproveitar o potencial de Francisco como alguém que pode integrar todos”.
A plataforma social já conta com 400 mil escolas dos cinco continentes, com uma média de 500 alunos em cada uma. "Com a tecnologia, é possível superar muros e construir pontes", afirmou o diretor do projeto, José María del Corral, referindo-se aos casos dos jovens selecionados para a conversa, como autismo, ausência de um dos membros ou cegueira.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/2966/o-encontro-virtual-do-papa-com-estudantes-do-mundo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O trabalho de inclusão realizado pela Pastoral da Pessoa com Deficiência

No dia 3 de dezembro, em que foi comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o A12 trouxe uma entrevista sobre o trabalho inclusivo realizado pela Igreja Católica por meio da Pastoral da Pessoa com Deficiência.

Prestando assistência e contribuindo na efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, mas também promovendo a valorização de seus talentos, oferecendo oportunidades para a participação na vida comunitária da Igreja, essa pastoral imita as atitudes de acolhimento tão insistentemente realizadas por Jesus em sua vida pública. 
Para falar sobre essa missão de amor desenvolvida pela Igreja, o A12 conversou com o assessor nacional da Pastoral dos Surdos, o professor César Bacchim do Rio de Janeiro (RJ). 
Para Bacchim, que trabalha na Pastoral da Pessoa com Deficiência na Arquidiocese do Rio, o preconceito é como um “nó” que impede a inclusão e o respeito ao diferente. Abaixo, a entrevista. 

A12 – O senhor percebe algum avanço na relação da sociedade com as pessoas com deficiência?
César Bacchim – Sim. Tem havido muitos avanços. Podemos citar o mundo da cultura, do teatro. No Rio de Janeiro temos tido peças com áudio descrição, intérpretes em LIBRAS, espaço para cadeirantes. Tudo isso faz com que a pessoa com deficiência tenha seus direitos respeitados.
A dimensão do lazer, do ócio, da ludicidade é esquecida, quando se refere à pessoa com deficiência. É preciso mudar essa mentalidade: pessoas com deficiência também viaja, passeia, frequenta praias, cinemas etc.
Outros avanços são as cotas de empregabilidade exigida às empresas brasileiras. Contudo, vemos que muitas não cumprem esta legislação, mas já existe.
O preconceito é outro nó que em nada ajuda para extirpar de uma vez por todas a falta de respeito às pessoas com algum tipo de deficiência. Mas isto levará ainda décadas: a educação dada nos lares e a mídia podem ajudar muito nesse campo.
Há muito por fazer e por refletir sobre o diferente em nossa sociedade brasileira. 

A12 – Como a Pastoral da Pessoa com Deficiência colabora para a inclusão dessas pessoas?
César Bacchim – A Pastoral da Pessoa com Deficiência tem por objetivo principal a inclusão e o acolhimento a essas pessoas. Espaços têm sido dados dentro das comunidades. Praticamente em todas as Dioceses do Brasil há algum movimento ou ação ligada às deficiências.
A CF/2006 foi um marco histórico para um avanço da inclusão nas igrejas, nas catequeses, nos grupos de jovens.
Existem bispos em diversas dioceses que estão à frente ou acompanhando esse trabalho juntos aos surdos, por exemplo.
A inclusão é um ato evangélico, uma ação que encontramos em Jesus, quando Ele ia ao encontro do outro: do surdo, do cego, do paralítico, da viúva, das crianças, da pecadora etc.
São atitudes bastante cristãs, mas que ainda temos receio, ou até tabu para abrir nossas portas ao outro, o desconhecido. 

A12 – Neste dia em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, qual a mensagem que o senhor deixa para a sociedade?
César Bacchim – A mensagem é para aqueles que estão junto ou acompanhando alguma pessoa com deficiência e especial aos surdos, aos cegos, aos cadeirantes e aos com deficiência intelectual.
Ser no mundo como diferente é um sinal de Deus. Deus nos fez, com seu gesto criador e amoroso, dotados de qualidades e de imperfeições humanas, todos nós, seres humanos.
A pessoa com deficiência não pede esmola ou piedade de quem quer que seja, pede apenas que a acolha e respeite em sua dignidade e em seu estar no mundo. Caberá, pois a cada um de nós, sempre uma atitude, um gesto de delicadeza para com o outro, criado à imagem e à semelhança de Deus – amor.
Agradecemos a todos aqueles que atuam junto a essas pessoas, quer sejam agentes da pastoral, profissionais da medicina, das terapias. Eles fazem um bem impagável e deixam no coração da pessoa com deficiência esperança e acima de tudo, solidariedade.

Fonte: http://www.a12.com/noticias/detalhes/o-trabalho-de-inclusao-realizado-pela-pastoral-da-pessoa-com-deficiencia

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Celebração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

A Arquidiocese do Rio de Janeiro, através da PASPED - Pastoral da Pessoa com Deficiência prepara uma Celebração com as pessoas envolvidas e ativas.

Dia 03 de dezembro 
Chegada: 17h30
Início da Missa: 18h 
Local: Capela da Cúria Metropolitana - Rua Benjamin Constant, 23 - 2º andar - Glória 
Presidente da Eucaristia: Padre Leandro Moreira e concelebrada Diácono José Ferreira (Bá).

Após a Missa haverá confraternização de Natal com comidas típicas e amigo oculto. Pedimos que cada um, dentro de suas possibilidades, leve um prato doce/salgado ou sucos. 

Levar um cartão de Natal para realizar o Amigo Oculto de 2014. 

Informações: pasped@arquidiocese.org.br (Iracema. Adilson ou Diácono Bá)

Obs. Haverá intérpretes em LIBRAS e no Edifício da Cúria há banheiros adaptados e acessibilidade aos banheiros e à capela. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Comissão prepara seminário sobre iniciação à vida cristã

Equipes de animação bíblico-catequética dos 18 Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), equipe executiva da Catequese Junto às Pessoas com Deficiência e o Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (Grebicat) participarão do Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã, que ocorrerá de  6 a 9 de novembro, em São Caetano do Sul (SP).  A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB é a organizadora do encontro, que tem como lema “Quanto a nós, não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (Atos 4, 20).
Os grupos conhecerão experiências concretas de iniciação à vida cristã, como a realidade de Abaetetuba (PA), onde o trabalho é realizado com as comunidades ribeirinhas, e a atuação do regional Sul 1 da CNBB, que promove catequese junto à Pessoa com Deficiência. A partir dessas iniciativas, haverá a reflexão sobre a prática catequética, com objetivo de motivar novos processos.
O Seminário Nacional sobre Iniciação à Vida Cristã está previsto no 21º Plano Quadrienal (2012 – 2015) das lideranças de catequese ligadas à Comissão. 

Livro
Durante o evento, será lançado o livro “Itinerário Catequético: iniciação à vida cristã – um Processo de Inspiração Catecumenal”. A publicação apresenta orientações para a Pastoral Bíblico-Catequética, a fim de concretizar, nas diversas realidades do Brasil, a verdadeira iniciação à vida cristã. “Recuperando a mística que vem da experiência catecumental da Igreja primitiva, tornando-a inspiração para desencadear um verdadeiro processo de educação da fé nos tempos de mudança de época”, sugere o texto.
Apesar de o lançamento estar marcado para novembro, o livro já está disponível nas Edições CNBB, pelo televendas (61) 2193-3019 ou no site www.edicoescnbb.com.br.



Fonte: http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais-1/biblico-catequetica/15151-comissao-prepara-seminario-sobre-iniciacao-a-vida-crista

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pastoral dos Surdos comemora 33 anos de fundação

Comemorando 33 anos de fundação, a Pastoral dos Surdos festejou em missa de ação de graças realizada no Santuário de Schoenstatt, presidida pelo padre Willian Rufino, da Paróquia Sangue de Cristo, no Andaraí, dia 21 de setembro.
A Pastoral dos Surdos teve início em 1981 por um grupo de alunos do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), com o apoio das Irmãs Beneditinas, do monsenhor Vicente de Paulo Penido Burnier, primeiro sacerdote surdo brasileiro, e da professora Orquidea Bahia, para iniciar o Grupo de Jovens Surdos Católicos.
Na origem deram o nome de Deficientes Jovens Unidos a Cristo (Dajuc). Inicialmente o objetivo era aprofundar as Sagradas Escrituras e se reunir como jovens na igreja Cristo Redentor, em Laranjeiras. Com o passar dos anos e o lançamento, em 2006, da Campanha da Fraternidade, cujo tema foi “Fraternidade e pessoas com deficiência”, a presença dos deficientes físicos e auditivos se tornou cada vez maior.
Há quatro anos, a Arquidiocese do Rio conta com a Pastoral da Pessoa com Deficiência, além das diversas ações dos surdos e dos intérpretes católicos: no programa “Utilidade Pública em Ação” na Rádio Catedral e nas sete comunidades com intérpretes de libras Coração Imaculado de Maria, no Méier, Paróquia Bom Jesus da Penha, na Penha, Paróquia Santa Margarida Maria, na Lagoa, Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, em Copacabana, Paróquia São Francisco Xavier, na Tijuca, Paróquia Santo Antônio, na Pavuna e Paróquia São João Bosco, no Riachuelo.
A Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese do Rio funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 17h, no Edifício João Paulo II, na Rua Benjamin Constant, 23 / 3º andar, na Glória. Mais informações pelo email pasped@arquidiocese.org.br.

Fonte: arqrio.org

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"No sorriso do meu filho Down descobri um grande tesouro"

Roma, 03 de Setembro de 2014 (Zenit.orgFederico Cenci 

Percorrendo os artigos publicados em ZENIT em uma quinta-feira quente do agosto europeu, me deparei com as declarações do conhecido biólogo Richard Dawkins, segundo o qual seria "imoral" dar à luz a crianças com síndrome de Down. Como uma lâmina que atravessa o coração, as palavras penetram através dos olhos de minha mãe e causam "confusão, dor e um monte de surpresa". É assim que Mena Dessolis, originária de Mamoiada, cidade empoleirada no interior da Sardenha, decidiu usar um pouco de tempo dos seus compromissos diários para escrever à redação o seu testemunho de mãe de três filhos, dentre os quais, Gabriele, com síndrome de Down.
Não é motivada por nenhuma retórica. O que ela diz, o faz à luz de uma vida passada com a força e a doçura próprios de cada mãe. Depois de duas filhas, agora com vinte e poucos anos, Mena teve 14 anos atrás, Gabriele. Ele é o motivo de sua reação ao artigo sobre o peremptório e imprevidente tweet do cientista britânico. Uma reação carregada de dor, “porque - disse - não tem a menor consciência do que seja a síndrome de Down, que sim traz muitas dificuldades, mas 'estranhamente' também muita riqueza e amor".
Depois de um momento de surpresa, com a cabeça fria Mena reconhece, porém, que a atitude de Dawkins é só a expressão mais tristemente sincera de uma cultura generalizada, na qual “ter uma posição, 'ser alguém' são os objetivos de um homem preso na convicção de que o sentido da vida está no imediato e tangível". Trata-se - acrescenta - "do engano do homem de hoje e de sempre".
É, portanto, para combater esse engano - de acordo com Mena - que "é cada vez mais urgente, importante, necessário, que nós, pais de crianças chamadas "deficientes" dêmos a conhecer este mundo subterrâneo e que como tal assusta”. Um mundo - diz Mena refletindo sobre sua experiência - "onde o tempo assume um outro aspecto que não é o de “morder e correr", da pressa, dos resultados imediatos, que caracteriza a sociedade".

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Catequese Especial anima Festa das Nações em Padre Miguel

             A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Padre Miguel, está em festa! As comemorações em honra ao Sagrado Coração de Jesus iniciaram no dia 27/06, sexta, com missa presidida por Dom Edson de Castro Homem, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. No dia 28/06 a missa foi presidida por Dom Roque Costa e, na ocasião, foram investidos trinta novos coroinhas. Junto às celebrações, acontece também a Festa das Nações, com muita animação, atrações e barracas oferecendo pratos típicos de diversos países.
            A Catequese Especial da Paróquia escolheu homenagear Portugal: mães e catequistas ajudaram nos ensaios da dança e na confecção dos figurinos. E o resultado final foi apresentado no último sábado, com muita alegria e empolgação. A festa continua no próximo final de semana, nos dias 4, 5 e 6 de julho. A Catequese Especial voltará a se apresentar no sábado, dia 5, após a missa das 18h, e todos estão convidados.
            Confira alguns momentos da primeira apresentação da Catequese Especial em nossa seção de fotos e mais detalhes da Festa das Nações em www.pscjdepadremiguel.com.br.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Catequese Especial presente na 88ª Semana Eucarística

Confira em nossa seção de fotos os melhores momentos da participação da Catequese Especial na missa celebrada no dia 14 de junho de 2014 na Igreja de Santana – Santuário Nacional de Adoração Perpétua – no Centro do Rio. A missa celebrada pelo Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani Tempesta, integrou a programação da 88ª Semana Eucarística em preparação para a Solenidade de Corpus Christi e foi transmitida ao vivo pela Rede Vida de Televisão. A celebração contou também com a presença de diversos segmentos da infância e adolescência de nossa Arquidiocese.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Querida futura mãe

Preocupada com o futuro de seu filho depois de descobrir que ele nasceria com Síndrome de Down, uma mãe italiana entrou em contato com a organização CoorDown, que ajuda pessoas com a trissomia. Ela foi direta: queria saber que tipo de vida ele teria e como seria sua convivência com outras pessoas sem a Síndrome. 
A resposta da organização surpreendeu: respondeu o e-mail com um vídeo, uma campanha em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Feito em parceria com a agência Saatchi & Saatchi, o filme rapidamente se tornou um fenômeno das redes sociais. Nele, 15 portadores da síndrome se abrem. É de encher os olhos. E reafirmar com certeza: toda criança tem direito de ser feliz.